quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Maratona Literária Viagens (In)Esperadas #9 [Balanço final]


Ora pois que aqui estou eu para mais um post sobre a maratona literária do Viagens (In)Esperadas! Desta vez trago-vos o meu balanço final, que infelizmente não correspondeu às minhas expectativas no que toca ao número de páginas lidas. No entanto, sempre é bom poder dizer que, pelo menos, gostei do pouco que consegui efectivamente ler. Assim sendo, vamos lá a um resumo do que se passou nesta semana de leituras:

Como já referi imensas vezes ao longo destes dias, a minha maratona teve início com a leitura de Scarlet, da Marissa Meyer, o segundo livro da série The Lunar Chronicles (Crónicas Lunares). Inclusivamente, já partilhei a minha opinião acerca deste livro aqui no blog, por isso se tiverem curiosidade basta que cliquem aqui. Caso não estejam interessados numa opinião mais pormenorizada, fica a nota de que gostei bastante do que li e penso que conseguiu manter um nível semelhante ao livro anterior, Cinder. No que toca ao número de páginas lidas, este livro foi lido na íntegra, num total de 452 páginas.

Já a minha segunda e única outra leitura foi Gone Girl, da Gillian Flynn. Ao contrário do que aconteceu com Scarlet, não consegui ler este livro na totalidade, tendo-me ficado por umas meros 61 páginas. No entanto, e tendo até já lido mais um pouco entretanto, posso dizer que estou a apreciá-lo imenso. Tendo em conta que é um thriller psicológico, tem estado a conseguir fazer algo que já há bastante tempo nenhum outro livro conseguia: confundir-me de tal maneira que já não sei em que acreditar, ou o que será ou não real e factual nesta história de desaparecimentos e possíveis homicídios . Aliás, tenho estado a fazer algo que não é muito comum para mim, que é tirar notas e escrever comentários acerca de certas passagens do livro, de modo a tentar acompanhar a investigação que está a decorrer. 

Visto isto e aos actos, assim começa o ditado popular, posso dizer que fiquei muito satisfeita com as minhas 523 páginas lidas.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Maratona Sinfonia dos Livros #4 [Lista de leitura]


Como já vos tinha dita anteriormente, uma das coisas que mais gosto de fazer em termos de leituras é participar em maratonas. O espírito de camaradagem é, regra geral, excelente e é também sempre uma boa oportunidade para ficarmos a conhecer novos livros e partilhar opiniões. Aliás, como podem ver, gosto tanto de maratonas que ainda ontem terminei uma e já vou hoje iniciar outra, desta vez organizada pelo Sinfonia dos Livros. Ao contrário da maratona do Viagens (In)Esperadas, esta é por equipas, distinguidas através dos nomes de vários frutos da época outonal, mas tem um carácter livre no que toca as leituras. 

Assim sendo, não vou ter que planear muito no que toca a leituras específicas para a maratona, mas sim continuar com as leituras que já programava ler este mês por outros motivo. Infelizmente, alguns dos livros que vou querer ler nas próximas semanas ainda estão em trânsito, visto que foram compras recentes, por isso, em vez da habitual fotografia que costumo tirar à minha pilha de leitura, vou apenas deixar imagens das capas dos livros.

Uma vez que eu coloquei os livros pela ordem em que pretendo lê-los, vou começar esta maratona com Gone Girl, da Gillian Flynn, a partir da página 61, visto que já tinha iniciado a leitura anteriormente; o livro que irei ler de seguida será, em princípio, Mistress of Rome, da Kate Quinn, que já tinha planeado ler para a maratona que terminei ontem, mas para o qual acabei por não ter tempo; os dois últimos livros, The Scorch Trial, do James Dashner, e Cress, da Marissa Meyer, são livros que irei ler para dois read-alongs nos quais vou participar este mês e portanto não poderiam faltar nesta lista.

Como já é meu hábito, deixo a questão: já alguém aí desse lado leu algum destes livros? Se sim, digam-me o que acharam, por favor. Se não, estão interessados em ler algum deles?

Enfim, por hoje é tudo, penso eu, em relação a esta maratona. Eu irei fazendo actualizações em relação às leituras e a como estão a correr. Se estiverem também a participar, boa sorte e boas leituras! 


Wishlist Wednesday


Sejam muito bem vindos a mais uma Wishlist Wednesday, aquela pequena rubrica semanal na qual nós aqui pelo Mundo de Papel partilhamos convosco alguns dos livrinhos que queremos que venham ter à nossa estante o mais depressa possível. Oh, se vocês soubessem quantos livros fazem efectivamente parte dessa lista! Tenham medo, tenho muito medo: o número é assustador. Mas enfim, há sempre alguns que chamam mais ou menos por nós em determinado momento e por estes dias um desses livros tem sido...

"New soul...
Ana is new. For thousands of years in Range, a million souls have been reincarnated over and over, keeping their memories and experiences from previous lifetimes. When Ana was born, another soul vanished, and no one knows why.

No soul...
Even Ana’s own mother thinks she’s a nosoul, an omen of worse things to come, and has kept her away from society. To escape her seclusion and learn whether she’ll be reincarnated, Ana travels to the city of Heart, but its citizens are afraid of what her presence means. When dragons and sylph attack the city, is Ana to blame?

Heart..
Sam believes Ana’s new soul is good and worthwhile. When he stands up for her, their relationship blooms. But can he love someone who may live only once, and will Ana’s enemies—human and creature alike—let them be together? Ana needs to uncover the mistake that gave her someone else’s life, but will her quest threaten the peace of Heart and destroy the promise of reincarnation for all?

Jodi Meadows expertly weaves soul-deep romance, fantasy, and danger into an extraordinary tale of new life."

Digam lá que este livro não tem uma capa absolutamente linda? Quero tanto, tanto, tanto! Ia ficar maravilhosa nas minhas prateleiras, sem dúvida. Para além de que a própria sinopse me atrai imenso: almas, reencarnações, romance e até mesmo dragões? Algo me diz que temos aqui uma boa receita para um doce que eu irei apreciar imenso! Aliás, uma amiga minha começou esta semana a ler esta trilogia e já ma recomendou, que foi inclusivamente o que voltou a trazer Incarnate para o meu radar depois de uns tempos no background duma lista de compras onde haviam outras prioridades. Mas enfim, agora estou mesmo muito curiosa e mal posso esperar para deitar as mãos a esta série.

Vocês aí desse lado já leram este livro? Ficaram interessados? Partilhem as vossas opiniões!

Maratona Literária Viagens (In)Esperadas #9 [Desafio 9-10]


Como podem ver pela data ali na imagem de cabeçalho, terminou ontem mais uma excelente maratona de leituras do Viagens (In)Esperadas. No entanto, falta-me ainda responder a mais dois pequenos desafios que foram lançados para poder estar totalmente actualizada na ordem de trabalhos...Visto que já venho ligeiramente atrasado, vou já passar à acção e partilhar convosco as minhas respostas às duas últimas questões desta mais recente empreitada!

O desafio número 9 ponderava então acerca de quem não gosta de ler ao som da chuva, embrulhada num manta confortável, e pedia-nos que partilhássemos com os restantes participantes da maratona a manta que nos fez companhia durante as nossas leituras nesta última semana.

Cá por casa, por acaso, até há mais do que uma manta na qual gosto de me enroscar quando estou a ler, mas resolvi mostrar-vos a que habitualmente tem lugar assíduo na sala. É de lã, azul escura, super quentinha, e foi tricotada à mão pela minha avó. O mais engraçado é que, regra geral, eu até leio maioritariamente é no meu quarto, mas achei que era mais engraçado partilhar uma fotografia desta em vez da comum manta de lã polar comprada no Ikea que decora o fundo da minha cama e que, aliás, até já foi mostrada em várias outras imagens aqui no blog, visto que normalmente serve de fundo às fotografias que tiros aos meus livros.


Mas avancemos então para o desafio seguinte, que nos fala do mais essencial acessório na altura em que chega o outono: o fiél e sempre útil guarda-chuva. Dos livros que lemos nesta maratona, para salvar qual de uma chuvada usaríamos nós o nosso guarda-chuva?

Infelizmente, a maratona não correu tão bem como eu gostaria em termos da quantidade de páginas que li. Eu tinha noção de que, à partida, os 3 livros que me tinha proposto a ler seriam demasiados, mas esperava ter conseguido ler na íntegra pelo menos 2 deles. No entanto, esta última semana foi bastante atarefada e os planos tiveram que sofrer umas ligeiras alterações e consegui apenas começar e terminar Scarlet, da Marissa Meyer, do qual já partilhei opinião aqui no blog, e iniciei também Gone Gone, da Gillian Flynn. Para compensar não ter lido em grande quantidade, pelo menos posso dizer que li em qualidade: gostei bastante do Scarlet e estou também a gostar do Gone Girl, que sendo um thriller piscológico me está a fazer dar voltas à cabeça como já há uns tempos nenhum outro livro fazia. Ou seja, resumindo e concluindo, em caso de calamidade catastrófica (o que para mim equivale às minhas gotas de água, tendo em conta o meu ódio a chuva), salvaria ambos os livros.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Teaser Tuesday



Olá! Cá estou eu para mais uma Teaser Tuesday. E quais são os teasers que trago hoje, perguntam vocês? Ora cá vão eles...

Teaser 1:
“I don't know. I don't actually remember anything from before the surgery."
His eyebrows rose, his blue eyes sucking in all the light of the room. "The cybernetic opetation?"
"No, the sex change."
The doctor's smile faltered.
"I'm joking.” 

Teaser 2:
“I know this is stupid, but part of me felt like if I could come see you today, if I could convince you to go with me tonight, then maybe I could still change things. It's dumb, I know. It's not like Levana cares if I, you know, might have actual feelings for someone.”


O que acharam destes teasers? Curiosos para saber qual é o livro? Não vos vou deixar mais tempo à espera. E o livro que estou a ler é....


Pois é, enquanto a Lóide se dedicava à leitura do Scarlet, o segundo livro desta série, acabou por me convencer a pegar neste para eventualmente a acompanhar em futuras leituras.

E vocês aí desse lado, já leram ou querem ler? Opiniões são muito bem vindas.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Maratona Literária Viagens (In)Esperadas [Desafio 6-8]


Novo dia, nova semana, nova fase de desafios...Desta vez passamos para à temática dos elementos de outono, e hoje tenho já 3 deles para partilhar convosco!Uma vez que já venho atrasada o suficiente, vou então passar para as respostas sem mais demoras.

O primeiro elemento são as folhas caídas, que no outono abandonam abandonam o sossego e a protecção das árvores. Em sucessivas quedas, pintam o chão com as mais variadas cores, ao mesmo tempo que imprimem no ar uma sonoridade tão característica no momento em que passamos por cima delas e as fazemos estalar. É bom caminhar sobre as folhas e ver o vento brincar com elas…Qual o livro ao qual de bom grado lhe arrancarias umas folhas?

Apresentado sem muitos comentários, porque a verdade é que se começo a dar asas aos dedos nunca mais daqui saíamos e o tom da conversa era capaz de se tornar violento. Fica então a informação de que, se pudesse, arrancaria e rasgaria em pedacinhos muito pequeninos várias folhas deste livro. Aliás, porque não levarmos a ideia mais além e dizer mesmo que as arrancaria todas? Se alguém tiver um isqueiro e quiser pregar fogo a este livro, sinta-se à vontade. Eu até vos mando uma caixa de chocolates e um ramo de flores como agradecimento...Enfim, eu disse que mais valia eu nem comentar. Vejam no que deu! Especialmente quando eu sou daquelas pessoas que não pode ver a mínima dobra num livro sem que lhe doa a alma.


A segunda resposta que tenho para vocês hoje é à cerca da chuva, algo que confesso abertamente detestar com a força de mil tornados, mas que é uma presença assídua nos nosso Outonos e que até serve como uma boa banda sonora para a leitura de um bom livro. Isto, claro, se eu puder estar em casa, enroscada num cobertor e a relaxar. Nesse caso, o livro ideal para ler seria...

Shadow and Bone (Luz e Sombra), da Leigh Bardugo. Ou pelo menos eu faço intenção que venha a ser. A verdade é que ainda não o li, mas há imenso tempo que o tenho na minha wishlist e quero imenso vê-lo na minha estante. Sendo uma fantasia épica, algo que eu gosto muito de ler nesta altura, vou sem dúvida remediar essa situação dentro em breve e apreciar uma boa história e esta capa lindíssima! 

Já algum de vocês leu este livro? Se sim, partilhem a vossa opinião, por favor.

Para terminar esta ronda de desafios, vou-vos falar das bebidas quentes a que as temperaturas mais baixas do Outono convidam... O que não se aplica hoje, por exemplo, que está um sol radiante e 20 e muitos graus, mas que foram uma companhia bastante presente na semana passada, com os seus dias de chuva horríveis. E, para mim, se há bebida que é sempre bem vinda, independentemente do sabor ou aroma, é o meu fiél chá.

Seja verão ou inverno, outono ou primavera, verem-me com uma chávena de chá na mão é quase sempre a maior certeza que podem ter em relação a mim a partir do momento em que entro em casa. Aliás, já é algo que vem de família, uma vez que também já a minha mãe e a minha avó têm o mesmo amor por esta bebida. Algo me diz que nascemos no país errado, provavelmente teria sido mais adequado sermos britânicas!

Entre Páginas - Scarlet, de Marissa Meyer [Opinião]

Autor: Marissa Meyer

Editor: Puffin Books

Edição: Fevereiro de 2013

Colecção/Série: The Lunar Chronicles

Páginas: 452

Formato: Paperback






Sinopse: Cinder elabora um plano para fugir da prisão e, se for bem-sucedida, irá tornar-se a fugitiva mais procurada da Comunidade. Do outro lado do mundo, a avó de Scarlet Benoit desapareceu. Scarlet entra em pânico e, na sua busca, acaba por descobrir que existem muitas coisas sobre a avó que desconhece, assim como ignorava o grave perigo que correu toda a vida. Quando Scarlet encontra Wolf, um lutador de rua que poderá ter informações sobre o paradeiro da avó, sente-se relutante em confiar nele, mas ao mesmo tempo sente-se inexplicavelmente atraída. Scarlet e Wolf tentam desvendar o mistério do desaparecimento da avó, mas deparam-se com outro quando encontram Cinder. Além de todos os problemas em que estão mergulhados, ainda terão de antecipar os passos da maléfica rainha Levana, que fará qualquer coisa para que o belo príncipe Kai se torne seu marido, seu rei, seu prisioneiro.

Sobre a autora: Marissa Meyer vive em Tacoma, Washington, na companhia do marido e de dois gatos. É fã de coisas bizarras, como Sailor Moon ou Firefly, e organiza a biblioteca por cores. Desde criança que é apaixonada por contos de fadas, um mundo que não tenciona abandonar. Pode ser que seja cyborg, ou talvez não. Cinder, o primeiro livro da série The Lunar Chronicles (Crónicas Lunares), foi também o seu primeiro romance. Em Portugal as obras da autora encontram-se a ser publicada pela Editoral Planeta e o terceiro volume da série, Cress, tem data de publicação prevista para Novembro.

Opinião: Sendo Scarlet o segundo livro numa série, torna-se difícil tecer comentários sem que sejam dados spoilers para quem ainda não leu o volume anterior. No entanto, vou ao máximo tentar fazê-lo, deixando-vos apenas aqui uma pequena sinopse sobre Cinder, de modo a que se possam situar de algum modo.

Quanto a este livro em específico, a acção começa a desenrolar-se exactamente a partir do ponto em que foi pausada no título anterior, ainda que inicie com a introdução de ponto de vista da nova protagonista, Scarlet Bennoit, e não com o ponto de vista da já familiar Linh Cinder. Ainda assim, tal é entretanto rectificado, uma vez que ambas acabam por dividir a maior parte do foco de narração durante o restante livro.

É a partir dos diferentes pontos de vista de ambas, aliás, que ficamos a conhecer as duas grandes novas adições ao elenco: Ze'ev Kesley, mais conhecido por Wolf, e Carswell Thorne, que gostaria que mais gente o conhecesse por Captain.

Ambos estes personagens trazem consigo duas dinâmicas bastante distintas ao enredo, uma vez que Wolf vai ocupar o papel de interesse amoroso para Scarlet, enquanto que Thorne ocupa o lugar de sidekick para Cinder, servindo ainda como balanço cómico para as cenas mais intensas da narrativa.

No entanto, se as personagens já conhecidas do leitor, como é o caso do Kai ou até mesmo da própria Cinder, continuaram a cimentar uma simpatia e empatia comigo, o mesmo não posso infelizmente dizer que tenha sido totalmente bem conseguido em relação aos novas elementos: Scarlet não ressonou comigo da maneira que inicialmente pensei que fosse ressonar, uma vez que o seu afamado estatuto de badass não me encheu as medidas; Wolf, que sei por experiência própria ser um personagem extremamente rico e complexo, uma vez que li The Queen's Army (novella que precede este livro e nos é narrada do ponto de vista de Wolf), não me pareceu suficientemente bem explorado neste livro, fazendo com que o meu entusiasmo quanto ao personagem esmorecesse um pouco; já em relação a Thorne, por muito boa que tenha sido a minha primeira reacção a ele tenha sido, ainda muito pouco foi explorado enquanto personagem individual e, como tal, não deixa de ser para já pouco mais do que uma nota superficial.

Não querem estas críticas dizer que não gostei do livro, ainda assim. Mesmo não me tendo as novas personagens arrebatado por completo, há sempre a questão do enredo em que estão integradas a ter também em conta. E se não se pode dizer que a acção tenha avançado muito no que toca ao arco geral da série em si (à excepção de um pequeno segredo sem grande consequência e duas decisões tomadas mesmo na recta final do livro que poderão, essas sim, trazer grandes consequências futuramente, pouco mais de relevo se pode afirmar ter acontecido), há que que dar os parabéns à autora por conseguir manter uma narrativa sólida tendo por base a mesmo premissa já explorada no livro anterior. Penso que, neste momento, a maior e melhor cartada que Marissa Meyer pode continuar a jogar se prende com o universo cativante e diversificado que criou, o que lhe dá o apoio de uma larga esfera de acção para explorar e é algo que penso que a autora continua a usar para sua vantagem, tendo deste modo mantido o meu interesse no desenrolar da história.

Assim sendo, apesar das pequenas falhas que lhe encontro, Scarlet tem uma estrutura coesa, uma leitura simples mas cativante, e foi uma sequela que, na minha opinião, mesmo não tendo superado o seu predecessor conseguiu manter relativamente o mesmo nível e criar uma boa ponte para o volume que se segue.

Avaliação: 4 estrelas

domingo, 28 de setembro de 2014

Shelf Candy Saturday


Sábado chegou e foi embora e eu acabei por não partilhar com vocês a capa maravilhosa desta edição da Shelf Candy Saturday...Definitivamente este fim de semana a agenda de publicações ficou um pouco baralhada, mas o que interessa mesmo é que estou aqui para remediar essa situação e mostrar-vos uma capa absolutamente linda! Ou pelo menos eu assim o acho. Assim sendo, e sem mais demoras, apreciem bem esta beleza:

Amy and Roger's Epic Detour, da Morgan Matson, na sua edição britânica. Não é absolutamente adorável? Talvez na foto não se consiga notar, mas posso dizer-vos que ao vivo se torna ainda mais bonita, com o título a fazer lembrar autocolantes e todos os outros pormenores a parecerem mesmo desenhados na capa. As letras que formam o nome da autora são embutidas e têm por isso revelo, o que adiciona ainda mais uma camada de textura ao design. Mas se acham que a capa é original, vejam só a contracapa...


É um postal!! Não é tão giro?! Penso que, pelo título, possam depreender que este livro vai ser, de certo modo, uma narrativa de viagem e alguns dos pormenores mais interessantes deste livros em termos estéticos prendem-se com a inclusão de pequenos mimos deste género. Tal como nesta contracapa, durante o próprio livro em si vão-nos sendo mostrados mais postais que as personagens escrevem enquanto estão na estrada, playlists das músicas que vão ouvindo, panfletos dos locais que vão visitando e outros detalhes deste tipo que acabam por fazer deste livro algo de bastante singular. Especialmente se tivermos em conta que a própria autora se deu ao trabalho de ela mesma fazer o mesmo percurso que os seus personagens percorrem, visitando as mesmas atracções turísticas, ouvindo os mesmos CDs, isto tudo para poder trazem uma sensação de maior autenticidade para a sua história.

Se esta pequena sneak peek vos deixou curiosos em relação ao livro, deixo-vos também aqui a sinopse dele, para poderem ficar mais informados, e aqui e aqui duas fotos do interior do livro tal como o referi. E já sabem, se por acaso já leram o livro, digam-me o que acharam dele! Eu estou em pulgas por poder começar a lê-lo.

sábado, 27 de setembro de 2014

Maratona Literária Viagens (In)Esperadas #9 [Desafios 4-5]


Estou de volta para mais uma ronda de desafios e desta vez é a dobrar! Isto porque ontem me deu a preguiça e acabei por deixar acumular o tema de ontem e o de hoje...Shame on me. Mas eu tenho uma boa desculpa, a sério que tenho! É que ontem è noite estava tão embrenhada na leitura de um dos livros da maratona que acabei por não prestar atenção a mais nada. Isso é bom sinal, certo?

Mas passando à frente, estas duas temáticas marcam então o final da 1º fase de desafios que, como sabem, se dedicaram às cores de Outono. E não é que o desafio de ontem era dedicado a Cinquenta Tons de Cinza? 


OK, pronto, não era, apanharam-me. Mas era, de facto, dedicado ao cinzento, a cor da modernidade e da inovação. E, por isso, foi-nos pedido que pensássemos sobre os livros que já lemos ou estamos a pensar ler nesta maratona e falássemos sobre o que achávamos inovador neles e de que modo o autor inovou.

Ora, o único livro que já li na íntegra nesta maratona foi exactamente o mesmo que estive muito dedicada a ler ontem à noite: Scarlet, da Marissa Meyer. Quase de certeza que a maioria de vocês já ouviu falar nestes livros, mas para quem ainda não sabe muito bem o que esperar deles fica a dica de que é um mix fantástico de ficção científica e contos de fadas. Se vos disser que a Cinderela é uma cyborg, o Lobo Mau um mutante, a Rapunzel está presa num satélite que orbita a Terra e a Rainha Má é duma espécie diferente e natural da Lua, isso desperta-vos o interesse? É porque a mim despertou e muito, e é por esse aspecto que penso que a Marissa Meyer realmente inovou quando criou esta série. Estou a adorar ver estes twists nas histórias que me acompanharam na minha infância!

Já o desafio de hoje estava relacionado com o Vermelho, a tão reconhecida cor do fogo e da paixão, do entusiasmo e dos impulsos. E quase como não podia deixar de ser, de tão típico que é de mim, eu arranjei mais um namorado fictício nesta série. A sério, isto tem que parar, está a tornar-se um caso grave! Mas enfim, deixando os meus claros problemas para outra altura, deixem-me que nos apresente...

Sua Real Majestade, Imperador Kaito! Ou Kai, para os amigos. Tecnicamente o Kai já foi co-protagonista no Cinder e foi lá que teve mais visibilidade; foi também lá que começou a minha adoração por ele, mas mesmo em Scarlet não deixou de ser o meu favorito. Fiquei a conhecer o Wolf, o efectivo co-protagonista desse livro, facto... Mas para um personagem que me pareceu tão rico e complexo quando li a short-story The Queen's Army (The Lunar Chronicles #1.5) e que na altura me fez pensar que ainda pudesse vir a destronar o Kai, a autora deu-me muito pouco conteúdo com que trabalhar em relação a ele neste livro e, como tal, o fogo passou a um mero lume brando. Até agora, a par do Kai apenas se encontra a Cinder, a qual também adoro e pela qual estou a torcer desde o início. Estes dois fazem um par fantástico e, quando as estrelas se alinharem, tenho a certeza que serão um power couple daqueles! 

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Entre Páginas: The Raven Boys, de Maggie Stiefvater [Opinião]

Autor: Maggie Stiefvater

Editor: Scholastic Press


Edição: Setembro de 2012


Colecção/Série: The Raven Cycle


Páginas: 454


Formato: Paperback







Sinopse: Blue has spent the majority of her sixteen years being told that if she kisses her true love, he will die. When Blue meets Gansey’s spirit on the corpse road she knows there is only one reason why – either he is her true love or she has killed him.
Determined to find out the truth, Blue becomes involved with the Raven Boys, four boys from the local private school (lead by Gansey) who are on a quest to discover Glendower – a lost ancient Welsh King who is buried somewhere along the Virginia ley line. Whoever finds him will be granted a supernatural favour.
Never before has Blue felt such magic around her. But is Gansey her true love? She can’t imagine a time she would feel like that, and she is adamant not to be the reason for his death. Where will fate lead them?

Sobre a autora: Maggie Stiefvater é uma jovem escritora norte-americana nascida em 1981, que escreve ficção fantástica juvenil. Todas as suas obras se têm tornado grandes êxitos, batendo recordes de permanência nas tabelas de vendas. Entre os vários títulos que já publicou destacam-se The Scorpio Races e The Raven Boys. A trilogia Shiver, que conta já com um milhão e setecentos mil exemplares impressos só nos EUA, tem recebido inúmeras nomeações e prémios, e encontra-se traduzida em 36 idiomas. Em Portugal foi publicada pela Editorial Presença.

Opinião: Antes de mais, devo dizer que este livro foi uma compra de impulso para aproveitar uma promoção da Wook, mas ainda bem que o comprei, pois fiquei completamente rendida à história da Blue e dos seus Raven Boys.

Blue é uma rapariga de dezasseis anos oriunda de uma família muito peculiar de videntes e adivinhos. Sobre ela há uma profecia que prevê que se ela beijar o seu verdadeiro amor este acabará por morrer, embora tal nunca tenha sido uma preocupação para ela até à noite em que ela própria vê o espírito de um rapaz que está destinado a morrer durante aquele ano.
Por outro lado, temos Gansey, Adam, Ronan e Noah, quatro estudantes da academia de Algionby, também conhecidos por Raven Boys, que se encontram numa demanda para encontrar o túmulo de um rei galês à muito perdido.

Todos eles, devo dizer, demonstraram ser personagens com quem facilmente simpatizamos e nos conseguimos relacionar. Adorei a Blue com a sua originalidade, o Ronan com o seu humor instável, o Noah com a sua calma e a maior surpresa de todo o livro. E , claro, Gansey, o líder do grupo e a minha personagem preferida. O único elemento sobre o qual ainda permanecem dúvidas é Adam, pois se houve alturas em que gostei dele também houve outras em que não o suportei.

Quanto ao enredo, devo confessar que inicialmente me custou um pouco entrar na história, talvez por a cada página que lia esperar o nascimento de um romance quase instantâneo entre a Blue e o Gansey, uma vez que é algo muito comum é neste tipo de livro. No entanto, tal nunca chegou a acontecer. Aliás, neste livro o romance tem um papel secundário, tendo sido dada mais importância à busca pelo túmulo de Gwendower e às relações entre os rapazes, e entre eles e Blue. Nesse aspecto, é um livro que me lembrou bastante as séries "Uma Aventura" e "Os Cinco", uma vez que, e ao contrário do normal nos romances YA paranormais mais actuais, eles não tem inimigos a combater, mas sim uma missão a cumprir.

No geral, um livro que recomendo vivamente!

Avaliação: 4.5 estrelas