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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Maratona Literária Viagens (In)Esperadas #9 [Balanço final]


Ora pois que aqui estou eu para mais um post sobre a maratona literária do Viagens (In)Esperadas! Desta vez trago-vos o meu balanço final, que infelizmente não correspondeu às minhas expectativas no que toca ao número de páginas lidas. No entanto, sempre é bom poder dizer que, pelo menos, gostei do pouco que consegui efectivamente ler. Assim sendo, vamos lá a um resumo do que se passou nesta semana de leituras:

Como já referi imensas vezes ao longo destes dias, a minha maratona teve início com a leitura de Scarlet, da Marissa Meyer, o segundo livro da série The Lunar Chronicles (Crónicas Lunares). Inclusivamente, já partilhei a minha opinião acerca deste livro aqui no blog, por isso se tiverem curiosidade basta que cliquem aqui. Caso não estejam interessados numa opinião mais pormenorizada, fica a nota de que gostei bastante do que li e penso que conseguiu manter um nível semelhante ao livro anterior, Cinder. No que toca ao número de páginas lidas, este livro foi lido na íntegra, num total de 452 páginas.

Já a minha segunda e única outra leitura foi Gone Girl, da Gillian Flynn. Ao contrário do que aconteceu com Scarlet, não consegui ler este livro na totalidade, tendo-me ficado por umas meros 61 páginas. No entanto, e tendo até já lido mais um pouco entretanto, posso dizer que estou a apreciá-lo imenso. Tendo em conta que é um thriller psicológico, tem estado a conseguir fazer algo que já há bastante tempo nenhum outro livro conseguia: confundir-me de tal maneira que já não sei em que acreditar, ou o que será ou não real e factual nesta história de desaparecimentos e possíveis homicídios . Aliás, tenho estado a fazer algo que não é muito comum para mim, que é tirar notas e escrever comentários acerca de certas passagens do livro, de modo a tentar acompanhar a investigação que está a decorrer. 

Visto isto e aos actos, assim começa o ditado popular, posso dizer que fiquei muito satisfeita com as minhas 523 páginas lidas.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Maratona Sinfonia dos Livros #4 [Lista de leitura]


Como já vos tinha dita anteriormente, uma das coisas que mais gosto de fazer em termos de leituras é participar em maratonas. O espírito de camaradagem é, regra geral, excelente e é também sempre uma boa oportunidade para ficarmos a conhecer novos livros e partilhar opiniões. Aliás, como podem ver, gosto tanto de maratonas que ainda ontem terminei uma e já vou hoje iniciar outra, desta vez organizada pelo Sinfonia dos Livros. Ao contrário da maratona do Viagens (In)Esperadas, esta é por equipas, distinguidas através dos nomes de vários frutos da época outonal, mas tem um carácter livre no que toca as leituras. 

Assim sendo, não vou ter que planear muito no que toca a leituras específicas para a maratona, mas sim continuar com as leituras que já programava ler este mês por outros motivo. Infelizmente, alguns dos livros que vou querer ler nas próximas semanas ainda estão em trânsito, visto que foram compras recentes, por isso, em vez da habitual fotografia que costumo tirar à minha pilha de leitura, vou apenas deixar imagens das capas dos livros.

Uma vez que eu coloquei os livros pela ordem em que pretendo lê-los, vou começar esta maratona com Gone Girl, da Gillian Flynn, a partir da página 61, visto que já tinha iniciado a leitura anteriormente; o livro que irei ler de seguida será, em princípio, Mistress of Rome, da Kate Quinn, que já tinha planeado ler para a maratona que terminei ontem, mas para o qual acabei por não ter tempo; os dois últimos livros, The Scorch Trial, do James Dashner, e Cress, da Marissa Meyer, são livros que irei ler para dois read-alongs nos quais vou participar este mês e portanto não poderiam faltar nesta lista.

Como já é meu hábito, deixo a questão: já alguém aí desse lado leu algum destes livros? Se sim, digam-me o que acharam, por favor. Se não, estão interessados em ler algum deles?

Enfim, por hoje é tudo, penso eu, em relação a esta maratona. Eu irei fazendo actualizações em relação às leituras e a como estão a correr. Se estiverem também a participar, boa sorte e boas leituras! 


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Entre Páginas - Scarlet, de Marissa Meyer [Opinião]

Autor: Marissa Meyer

Editor: Puffin Books

Edição: Fevereiro de 2013

Colecção/Série: The Lunar Chronicles

Páginas: 452

Formato: Paperback






Sinopse: Cinder elabora um plano para fugir da prisão e, se for bem-sucedida, irá tornar-se a fugitiva mais procurada da Comunidade. Do outro lado do mundo, a avó de Scarlet Benoit desapareceu. Scarlet entra em pânico e, na sua busca, acaba por descobrir que existem muitas coisas sobre a avó que desconhece, assim como ignorava o grave perigo que correu toda a vida. Quando Scarlet encontra Wolf, um lutador de rua que poderá ter informações sobre o paradeiro da avó, sente-se relutante em confiar nele, mas ao mesmo tempo sente-se inexplicavelmente atraída. Scarlet e Wolf tentam desvendar o mistério do desaparecimento da avó, mas deparam-se com outro quando encontram Cinder. Além de todos os problemas em que estão mergulhados, ainda terão de antecipar os passos da maléfica rainha Levana, que fará qualquer coisa para que o belo príncipe Kai se torne seu marido, seu rei, seu prisioneiro.

Sobre a autora: Marissa Meyer vive em Tacoma, Washington, na companhia do marido e de dois gatos. É fã de coisas bizarras, como Sailor Moon ou Firefly, e organiza a biblioteca por cores. Desde criança que é apaixonada por contos de fadas, um mundo que não tenciona abandonar. Pode ser que seja cyborg, ou talvez não. Cinder, o primeiro livro da série The Lunar Chronicles (Crónicas Lunares), foi também o seu primeiro romance. Em Portugal as obras da autora encontram-se a ser publicada pela Editoral Planeta e o terceiro volume da série, Cress, tem data de publicação prevista para Novembro.

Opinião: Sendo Scarlet o segundo livro numa série, torna-se difícil tecer comentários sem que sejam dados spoilers para quem ainda não leu o volume anterior. No entanto, vou ao máximo tentar fazê-lo, deixando-vos apenas aqui uma pequena sinopse sobre Cinder, de modo a que se possam situar de algum modo.

Quanto a este livro em específico, a acção começa a desenrolar-se exactamente a partir do ponto em que foi pausada no título anterior, ainda que inicie com a introdução de ponto de vista da nova protagonista, Scarlet Bennoit, e não com o ponto de vista da já familiar Linh Cinder. Ainda assim, tal é entretanto rectificado, uma vez que ambas acabam por dividir a maior parte do foco de narração durante o restante livro.

É a partir dos diferentes pontos de vista de ambas, aliás, que ficamos a conhecer as duas grandes novas adições ao elenco: Ze'ev Kesley, mais conhecido por Wolf, e Carswell Thorne, que gostaria que mais gente o conhecesse por Captain.

Ambos estes personagens trazem consigo duas dinâmicas bastante distintas ao enredo, uma vez que Wolf vai ocupar o papel de interesse amoroso para Scarlet, enquanto que Thorne ocupa o lugar de sidekick para Cinder, servindo ainda como balanço cómico para as cenas mais intensas da narrativa.

No entanto, se as personagens já conhecidas do leitor, como é o caso do Kai ou até mesmo da própria Cinder, continuaram a cimentar uma simpatia e empatia comigo, o mesmo não posso infelizmente dizer que tenha sido totalmente bem conseguido em relação aos novas elementos: Scarlet não ressonou comigo da maneira que inicialmente pensei que fosse ressonar, uma vez que o seu afamado estatuto de badass não me encheu as medidas; Wolf, que sei por experiência própria ser um personagem extremamente rico e complexo, uma vez que li The Queen's Army (novella que precede este livro e nos é narrada do ponto de vista de Wolf), não me pareceu suficientemente bem explorado neste livro, fazendo com que o meu entusiasmo quanto ao personagem esmorecesse um pouco; já em relação a Thorne, por muito boa que tenha sido a minha primeira reacção a ele tenha sido, ainda muito pouco foi explorado enquanto personagem individual e, como tal, não deixa de ser para já pouco mais do que uma nota superficial.

Não querem estas críticas dizer que não gostei do livro, ainda assim. Mesmo não me tendo as novas personagens arrebatado por completo, há sempre a questão do enredo em que estão integradas a ter também em conta. E se não se pode dizer que a acção tenha avançado muito no que toca ao arco geral da série em si (à excepção de um pequeno segredo sem grande consequência e duas decisões tomadas mesmo na recta final do livro que poderão, essas sim, trazer grandes consequências futuramente, pouco mais de relevo se pode afirmar ter acontecido), há que que dar os parabéns à autora por conseguir manter uma narrativa sólida tendo por base a mesmo premissa já explorada no livro anterior. Penso que, neste momento, a maior e melhor cartada que Marissa Meyer pode continuar a jogar se prende com o universo cativante e diversificado que criou, o que lhe dá o apoio de uma larga esfera de acção para explorar e é algo que penso que a autora continua a usar para sua vantagem, tendo deste modo mantido o meu interesse no desenrolar da história.

Assim sendo, apesar das pequenas falhas que lhe encontro, Scarlet tem uma estrutura coesa, uma leitura simples mas cativante, e foi uma sequela que, na minha opinião, mesmo não tendo superado o seu predecessor conseguiu manter relativamente o mesmo nível e criar uma boa ponte para o volume que se segue.

Avaliação: 4 estrelas

sábado, 27 de setembro de 2014

Maratona Literária Viagens (In)Esperadas #9 [Desafios 4-5]


Estou de volta para mais uma ronda de desafios e desta vez é a dobrar! Isto porque ontem me deu a preguiça e acabei por deixar acumular o tema de ontem e o de hoje...Shame on me. Mas eu tenho uma boa desculpa, a sério que tenho! É que ontem è noite estava tão embrenhada na leitura de um dos livros da maratona que acabei por não prestar atenção a mais nada. Isso é bom sinal, certo?

Mas passando à frente, estas duas temáticas marcam então o final da 1º fase de desafios que, como sabem, se dedicaram às cores de Outono. E não é que o desafio de ontem era dedicado a Cinquenta Tons de Cinza? 


OK, pronto, não era, apanharam-me. Mas era, de facto, dedicado ao cinzento, a cor da modernidade e da inovação. E, por isso, foi-nos pedido que pensássemos sobre os livros que já lemos ou estamos a pensar ler nesta maratona e falássemos sobre o que achávamos inovador neles e de que modo o autor inovou.

Ora, o único livro que já li na íntegra nesta maratona foi exactamente o mesmo que estive muito dedicada a ler ontem à noite: Scarlet, da Marissa Meyer. Quase de certeza que a maioria de vocês já ouviu falar nestes livros, mas para quem ainda não sabe muito bem o que esperar deles fica a dica de que é um mix fantástico de ficção científica e contos de fadas. Se vos disser que a Cinderela é uma cyborg, o Lobo Mau um mutante, a Rapunzel está presa num satélite que orbita a Terra e a Rainha Má é duma espécie diferente e natural da Lua, isso desperta-vos o interesse? É porque a mim despertou e muito, e é por esse aspecto que penso que a Marissa Meyer realmente inovou quando criou esta série. Estou a adorar ver estes twists nas histórias que me acompanharam na minha infância!

Já o desafio de hoje estava relacionado com o Vermelho, a tão reconhecida cor do fogo e da paixão, do entusiasmo e dos impulsos. E quase como não podia deixar de ser, de tão típico que é de mim, eu arranjei mais um namorado fictício nesta série. A sério, isto tem que parar, está a tornar-se um caso grave! Mas enfim, deixando os meus claros problemas para outra altura, deixem-me que nos apresente...

Sua Real Majestade, Imperador Kaito! Ou Kai, para os amigos. Tecnicamente o Kai já foi co-protagonista no Cinder e foi lá que teve mais visibilidade; foi também lá que começou a minha adoração por ele, mas mesmo em Scarlet não deixou de ser o meu favorito. Fiquei a conhecer o Wolf, o efectivo co-protagonista desse livro, facto... Mas para um personagem que me pareceu tão rico e complexo quando li a short-story The Queen's Army (The Lunar Chronicles #1.5) e que na altura me fez pensar que ainda pudesse vir a destronar o Kai, a autora deu-me muito pouco conteúdo com que trabalhar em relação a ele neste livro e, como tal, o fogo passou a um mero lume brando. Até agora, a par do Kai apenas se encontra a Cinder, a qual também adoro e pela qual estou a torcer desde o início. Estes dois fazem um par fantástico e, quando as estrelas se alinharem, tenho a certeza que serão um power couple daqueles!